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Imprensa

 

Nos bastidores de uma oficina de marcenaria
NÃO É ARTISTA QUEM QUER!...
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Bernard Shaw afirmou certo dia em tom silencioso que caracterizava habitualmente as suas intervenções inevitáveis polémicas para alguns, que apenas o artista saboreava a invejável cumplicidade que rondava tudo quanto se defenia como os mistérios e segredos da força da vida.

A expressão "Life-Force" afirma-se assim no seu entender, como a capacidade poderosa da criação orgânica que se expressa sempre ao nível de um entendimento nem sempre possível ao ser filtrado pela óbvia racionalidade dos acontecimentos. Ou seja, solicitava encarecidamente à «populaça iletrada» para que não pedissem explicações enervantes ao que não é passível de ser desvendado.

Introdução apropriada esta de recorrer ao «pedante e simpático intelectual irlandês» ainda mais quando Pedro Horgan tem ascendência irlandesa e pertence a esse clã que Shaw, paternalmente abrigaria, reconhecendo muito naturalmente quem é e quem aparenta ser Artista!

In Jornal "O Dia"
3 de Dezembro de 2004
Pedro Horgan ou as várias
expressões de uma só arte...

 




À conversa com Pedro Horgan
PORTUGAL NÃO VALORIZA O TRABALHO MANUAL
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Entende-se na paz de um inacessível silêncio e aí se esgota e se renova com prazer numa cumplicidade profunda e inviolável através de um mistério apenas seu onde a contínua transformação dos materiais assume o calor de um abraço que gera múltiplos laços. Sentindo a exiguidade do seu país como um mal que não merecia nem conseguiria suportar eternamente, "exilou-se" na Old England e aí operou-se o milagre do seu rejuvenescimento, encontrando os sinais visíveis que estariam na origem da descoberta do verdadeiro sentido da sua vida. Durante cinco anos trabalhou em hotelaria e restauração mas o desejo de aí fazer carreira esgotar-se-ía definitivamente. Fez as pazes com Portugal depois de ter acreditado num eterno adeus.

De regresso , trabalhou em artesanato com uma irmã e mais tarde, ainda mantendo vínculos familiares à sua actividade profissional, associou-se a dois irmãos numa sociedade agrícola que comercializava framboesas e outros pequenos frutos. Depois o caminho tornou-se mais transparente, revelando-se assim a conquista consciente do seu próprio destino. Pela magia que a nobre marcenaria lhe consagra. A poderosa e divina luz nas mãos e coração de Pedro Horgan.

In Jornal "O Dia"
10 de Setembro de 2004
Não há consciência do quanto importante é preservar a memória de um saber transmitido de geração para geração através dos séculos. Estamos a atravessar uma fase ainda muito complicada que a maioria dos países europeus civilizados já ultrapassou.

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